Vamos lá então preparar mais uma viagem até à bela Itália, desta vez para a Toscania
Vamos que vamos ….
Comprado o bilhete de Ferry, marcado o primeiro hotel, primeira noite em Civitavechia, onde o barco chega passado 23 horas de travessia.
Vamao para mais uma , está quase.
Primeira tirada foi dura, sai de Lisboa com febre e dores no corpo, estou folgado, tenho dois dia para chegar a Barcelona, o que em condições normais será uma brincadeira.
Chegar aos 600km foi duro, pelo calor, e pelo meu estado, pernoita-se em Madrid.
Esta viagem até Barcelona, pouco há para contar, são autoestradas e pouco mais.
Vamos para 24 horas
Chega se a Civitavecchia as 24 h, já com hotel marcado vamos meter o cérebro no sítio, detesto barcos.
Civitavecchia
Estivemos em Civitavecchia, importante cidade no litoral da Itália, pertencente à província de Roma. É ligada à marinha e ao comércio e tem um dos mais importantes portos da Itália e o segundo com o maior tráfego de passageiros de toda a Europa.
Fica cerca de uma hora de carro de Roma, mas pode-se chegar de comboio também.
Famoso é o Forte Michelangelo, que teve sua construção iniciada em 1508 e parte do projeto final era de Michelangelo Buonarroti, por isso leva o seu nome
Vale a pena conhecer além do porto e do forte, a "lungomare", um calçadão que tem a uma estátua de 9 metros de altura inspirada na famosa foto de Alfred Eisenstaedt, com o marinheiro americano beijando a jovem enfermeira, chamada "Il bacio del mare".
Caminhar do Porto pela lungomare, passando pela Marina e o "Pirgo" é um agradável passeio. Muitas famílias com crianças brincando, muitos jovens, muitos barzinhos e restaurantes, um azul do mar incrível, uma atmosfera deliciosa, recomendo.
Pitigliano não se visita, descobre-se lentamente. Entre ruelas de pedra, silêncio e luz dourada, percebemos que há lugares que não precisam de ser grandes para serem inesquecíveis. Aqui, o tempo abranda e a vida ganha outra textura, feita de história, beleza e calma. E quando nos vamos embora, fica aquela sensação estranha de que a cidade continua ali, à nossa espera, intacta, como se nunca tivéssemos partido.
Chiusi é um daqueles lugares que não precisam de se impor para marcar quem os visita. Entre o mundo etrusco escondido sob a terra e a serenidade da Toscana à superfície, a cidade vive entre dois tempos. Aqui, a história não é distante — é parte do quotidiano. E quando partimos, levamos connosco a sensação de ter tocado numa das camadas mais antigas da Europa, onde o passado ainda respira em silêncio.
Siena ensina-nos a intensidade da história, onde cada praça parece um palco e cada pedra guarda memória. Montalcino, por sua vez, ensina-nos o silêncio, onde o tempo abranda e a paisagem se torna protagonista. Entre uma e outra, a Toscana mostra o seu equilíbrio perfeito: emoção e paz, arte e natureza, passado e presente. E é nesse contraste que percebemos porque esta região fica gravada na memória muito depois da viagem terminar.
Arezzo não se impõe — revela-se. Entre praças inclinadas, igrejas silenciosas e ruas cheias de pequenas histórias, a cidade convida-nos a olhar com mais atenção. Aqui, a Toscana mostra um lado mais íntimo, menos óbvio, mas profundamente autêntico. E é talvez por isso que Arezzo fica na memória: porque não tenta impressionar, simplesmente permanece.
Castellina in Chianti é a essência da Toscana em estado puro. Entre vinhas infinitas, silêncio e pedra antiga, a vila convida-nos a abrandar e simplesmente observar. Aqui, o tempo parece dissolver-se na paisagem, e cada pôr do sol transforma as colinas num mar dourado. É um lugar onde a beleza não precisa de ser procurada — apenas sentida.
Lucca não precisa de se impor para ser lembrada. Envolvida pelas suas muralhas antigas, vive num ritmo próprio, onde o tempo parece respeitar cada pedra, cada rua e cada praça. Aqui, caminhar é viajar entre séculos, e parar é descobrir que a beleza também pode ser calma. Lucca fica na memória não pelo impacto, mas pela serenidade que deixa quando se parte.
s Cinque Terre não se visitam apenas — vivem-se. Entre caminhos suspensos, aldeias coloridas e o mar que nunca parece terminar, percebemos que há lugares onde a beleza ultrapassa a imaginação. Aqui, cada passo é uma fotografia, cada curva é uma surpresa e cada pôr do sol parece um adeus difícil de fazer. E quando partimos, fica a certeza de que algumas paisagens não cabem na memória — ficam no coração
Sestri Levante é um segredo bem guardado da Ligúria. Entre duas baías que parecem contar histórias diferentes — uma de silêncio e outra de infinito — a cidade vive num equilíbrio perfeito entre calma e beleza. Aqui, o mar não é apenas paisagem: é presença constante, quase companhia. E quando partimos, levamos a sensação de que existe um lugar onde tudo abranda… e esse lugar tem nome de Sestri Levante.
Génova é uma cidade que não se entrega de imediato. Esconde-se nos seus becos, revela-se aos poucos e conquista pela autenticidade. Entre o caos do porto, a elegância dos palácios e a simplicidade das aldeias à beira-mar, percebemos que aqui o mar não é só horizonte — é história, vida e identidade. E quando deixamos Génova, levamos connosco a sensação de ter descoberto uma cidade intensa, imperfeita e profundamente real.
Sanremo é uma cidade onde o Mediterrâneo se vive com elegância. Entre jardins floridos, ruas antigas e o brilho constante do mar, tudo parece respirar leveza. Aqui, a música, a história e a paisagem misturam-se de forma natural, criando um lugar onde o tempo abranda e a vida ganha outra harmonia. E quando partimos de Sanremo, levamos connosco um pouco dessa primavera eterna que parece nunca desaparecer.
Èze não é apenas uma vila — é um miradouro sobre o infinito. Entre pedras antigas, flores e o azul profundo do Mediterrâneo, tudo aqui parece ter sido desenhado para nos fazer parar. Há lugares que impressionam pela grandiosidade, e outros que ficam na memória pela sensação que deixam. Èze pertence a estes últimos: um lugar onde o mundo parece suspenso entre o céu e o mar.
Antibes é um encontro perfeito entre o Mediterrâneo antigo e a elegância moderna da Riviera Francesa. Entre muralhas históricas, mercados cheios de vida e um mar que nunca perde o brilho, a cidade revela-se aos poucos. Aqui, cada passeio é uma mistura de simplicidade e sofisticação, como se o tempo tivesse aprendido a viver em harmonia com o azul do mar. E quando se deixa Antibes, fica a sensação de ter estado num lugar onde tudo parece naturalmente belo.
Há viagens que não são apenas um percurso — são uma sequência de capítulos vividos intensamente, onde cada paragem acrescenta uma camada nova à memória.
A Toscana ficou para trás como um sonho feito de colinas douradas, cidades de pedra e luz suave. Siena, Lucca, Montalcino, as pequenas vilas e estradas serpenteantes deixaram aquela marca silenciosa que só a beleza antiga consegue deixar. E foi ali, entre vinhas e estradas perfeitas, que a estrada e a minha BMW se tornaram parte da própria experiência — liberdade pura, quilómetros de prazer e descoberta.
Agora o caminho continua.
Três dias no Mónaco, em casa de uma amiga, que souberam a privilégio e a pausa perfeita entre mundos. Um lugar onde tudo brilha, mas onde o mais valioso foi mesmo o tempo bem vivido, a conversa e a calma inesperada no meio do glamour.
Segue-se Lyon, dois dias de compromissos profissionais, onde a viagem muda de ritmo, mas não perde significado. Porque também entre trabalho e cidade há espaço para observar, sentir e absorver o ambiente.
Depois, a rota volta a abrir-se para sul. Andorra, com as suas montanhas e estradas de altitude, e finalmente Lisboa, o regresso a casa — sempre com a sensação de que nunca se regressa igual ao que se partiu.
É assim esta viagem: Toscana no coração, estrada no sangue, e uma BMW que não é apenas um meio de transporte, mas parte desta história feita de liberdade, encontros e momentos que ficam.
Porque no fim, não são apenas os destinos que contam… é tudo o que acontece entre eles.

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